sábado, 14 de agosto de 2010

Hermeto Pascoal


Estou aqui estudando/sentindo, sentiestudando, Hermeto Pascoal.

Por sua genialidade e liberdade de espírito desde a infância, conservadas no espírito de sua música. Quando penso nos discos que conheço e nas extrapolações que Hermeto faz no palco, na interação fundamental com a platéia, e que parece um pouco uma busca por retorno. Acho que shows em teatro fazem muito isso com o artista. Coloca o público numa posição de espectador, passivo, e acaba por despertar uma grande necessidade de resposta no músico, no ator... Isso é bem óbvio. Mas tem aí uma coisa importante, pra repensar a música na rua, a música de rua. Embora Hermeto talvez não tenha sido um músico popular, popularizado, por vezes é possível ouvir em suas composições as influências de um som total do Brasil e, não quero ser nacionalista, um som geral, de tudo e do todo. Seu som, fruto de suas andanças, de seu bom ouvido para outros músicos e para transmutar tudo o que ouvia em coisas novas. A alma de um músico, elementar.

Se isso é chegar na essência da música, em sua origem, ou se é preocupação com a estética acima de uma busca pela arte, não sei. Alguém pode até contestar, mas para mim é estar no átimo, no silêncio avesso, isso é. Hermeto.