tomo uma cerveja pra poder dormir. sei que isso vai passar, ou piorar. provável que seja a segunda opção. ando pelas ruas escuras da madrugada e vejo o que não tem tradução. a cidade entrando e saindo da cabeça das pessoas, que como eu se perguntam sem parar coisas que não sabem bem o por que perguntar.
uma esquizofrenia metropolitana. todas as coisas do mundo num dia só e a certeza de que o fracasso é seu, só seu. aqueles maus espíritos urbanos, rondando a mente dos andarilhos sozinhos, das mulheres e seus saquinhos, cheios do imprescindível para dormir sob qualquer overdrive.
é aqui, podia ser em qualquer lugar, uma questão mais de procurar do que de desenvolver.
na madrugada alta zombam as vozes autônomas que a cidade criou, gritam para que todos os surdos as ouçam.
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